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quarta-feira, 4 de março de 2015

"A Inquilina de Wildfell Hall" Editora Pedrazul

Já estava ciente de que a Editora Pedrazul lançaria A Inquilina neste ano, mas não imaginava que a capa seria tão bela! Minha experiência com "Villette" foi maravilhosa e com certeza vou garantir meu exemplar (e que exemplar!) da história de Anne! Adoro o carinho com que a editora prepara as edições, é um deleite para as fãs das Brontë. Vejam que bela capa, o lançamento é dia 1º de Maio.


Sinopse
Gilbert Markham, um jovem cavalheiro agricultor, fica imediatamente interessado quando uma estranha inquilina se muda para Wildfell Hall. Mrs. Graham é jovem e bonita e sua demanda por reclusão desperta grande curiosidade entre a nobreza local. Em sua primeira visita a Wildfell Hall, Gilbert descobre que Helen é uma pintora de grande capacidade e desconfia que ela está escondendo seu paradeiro de alguém. Seu ar de segredo desperta sua curiosidade e sua simpatia. Evitando as atenções de Eliza Millward, filha do Vigário-geral, para a qual ele até então mostrou uma preferência, Mr. Markham gasta muito do seu tempo na companhia da jovem viúva. Seus amigos, contudo, tentam desencorajar suas atenções, pois há rumores de que ela está tendo um caso com Frederick Lawrence, seu senhorio. Depois que o vigário, Mr. Millward, acusa a viúva de conduta imprópria, Gilbert a visita, e ganha uma promessa de que ela irá revelar seu segredo. Mais tarde naquela noite, no entanto, ele ouve Mrs. Graham em uma discussão misteriosa com seu senhorio que o leva a suspeitar que os rumores sobre eles são verdadeiros. Um romance epistolar, cujo diário conta a história de Helen Graham nos últimos seis anos a partir de 1821.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Resenha: A Inquilina de Wildfell Hall (1996)

O cuidado especial que a BBC tem em relação ao clássicos é um deleite para os fãs e isso se comprova com a beleza da série "The Tenant of Wildfell Hall" inspirada na novela homônima de Anne Brontë. Como sempre, os cenários e figurinos são impecáveis, e pelo formato em minissérie há uma fidelidade digna da obra original. Tara Fitzgerald, Toby Stephens e Rupert Graves ocupam os papéis principais.

Toby e Tara

A história já começa com Helen fugindo e a primeira parte da série foca em sua estadia em Wildfell Hall. Há o começo do romance entre Gilbert e Helen e a reprovação dos moradores locais, que não concordavam com o modo de vida da personagem. Tara está brilhante no papel e mostra-se fria e recatada. Há alguns flashbacks que dão a entender alguns aspectos da educação que Helen dá a seu filho, o que achei muito interessante e o garotinho que interpreta o pequeno Arthur é uma graça. Destaque para os cenários dessa parte, que são maravilhosos. 
Acredito que essa parte do romance seja ponto chave para o caráter e a força de Helen. Sua iniciativa de fugir do marido lascivo para uma mulher daquela época é no mínimo surpreendente. 


Já na segunda parte da série começamos a tomar conhecimento dos antecedentes que levaram Helen à Wildfell Hall. A série manteve mais ou menos a linha cronológica do livro, já que ele começa com o ponto de vista de Gilbert e a estadia de Helen e depois ficamos sabendo de seu casamento frustado com Arthur. Vejo Helen como uma mulher madura para a idade que se casa por amor e mesmo sabendo da reputação duvidosa do noivo, acredita que possa mudá-lo. Há um teor sensual que não está tão presente no livro (vide quando foi lançado) que envolve algumas cenas. O marido lascivo e viciado em ácool da personagem foi muito bem interpretado por Rupert, um homem detestável em vários aspectos mas sedutor. Gostei muito dessa parte pois deixa claro o que muitas mulheres dos séculos passados tiveram que suportar por conta de um mau casamento, e como vivam à sombra dos maridos, eram condenadas a uma vida horrível por conta de dogmas religiosos e sociais. Por isso gosto tanto da personagem de Anne Brontë, pois ela vai contra as convenções, e por conta de seu filho que sofria uma terrível influência do pai, decide partir. No livro há um grande teor religioso, o que não acontece na série.


Toby Stephens está muito bem na pele de Mr. Markham, assim como seu Rochester é o meu preferido. Acredito que o ator amadureceu em sua atuação (afinal são 10 anos de diferença), mas ele está primoroso como o apaixonado Gilbert.


Como já deixei claro em outros posts, sempre me atento a trilha sonora da produção, e essa adaptação não deixa a desejar: o tema principal é maravilhoso. 

                                                   

sábado, 24 de janeiro de 2015

Livro "Agnes Grey" de Anne Brontë

Anne Brontë é a mais nova das irmãs e escreveu dois romances: Agnes Grey e A moradora de Wildfell Hall. A versão de Agnes Grey que li foi editada com o título de "A preceptora" e é da Clube do Livro.
"Agnes Grey" é um livro um tanto singelo, mas com um crítica: o trabalho das preceptoras e seus desafios na casa de famílias abastadas. Não encontramos o mistério presente na obra de suas irmãs, paixões desenfreadas como em "Wuthering Heights" ou o ar gótico presente em "Jane Eyre". Porém há muito de Anne em Agnes: ambas foram preceptoras por não quererem ser um fardo para seus pais, Anne gostava muito de desenhar, talento que emprestou a irmã de Agnes, Mary Grey.
A personagem título, após problemas financeiros que abatem sua família, cujo pai - um pobre pároco - resolve investir o pouco que possui em um negócio que não dá certo, decide partir, se tornando uma preceptora na casa de Mr. e Mrs. Bloomfield na propriedade de Wellwood. Ela acredita que seus princípios morais possam ser compartilhados com seus alunos, e qual não é a sua decepção quando se vê em uma casa onde seu trabalho não é reconhecido e a maioria dos problemas que abatem as crianças é vista como culpada. Não há ajuda dos pais: ela não pode repreendê-los severamente, já que tampouco os púpilos a obedecem. Sua primeira tentativa é frustada, e como Mrs. Bloomfield acredita que seus filhos são bons e Agnes é quem exerce má influência, é dispensada. Após algum tempo consegue um novo emprego na propriedade dos Murray, onde conhece o pároco Edward Weston nas redondezas.

A obra nada mais é que uma crítica à vida das preceptoras e o descaso que sofriam. É algo gritante: seu isolamento, sua estagnação. Sempre que recordo "Agnes Grey" me vem à mente "Jane Eyre". A situação inicial é diferente (Jane é orfã), assim como todo o enredo, mas Jane parte para Thornfield Hall como preceptora. É engraçado comparar os tratamentos distintos que recebem: Jane é acolhida com simpatia por Mrs, Fairfax, assim como constrói uma boa relação com sua púpila Adéle. Agnes ao contrário enfrenta todos os tipos de contrariedades, principalmente na primeira residência em que prestou serviços (vale ressaltar que enquanto Jane possuía apenas uma aluna, Agnes contava com vários, e também não havia nenhum Edward Rochester...). Entrando na questão do romance, Agnes não se apaixona por nenhum homem misterioso, vingativo, obscuro (leia: Heathcliff e Mr. Rochester), mas por um pároco, Edward Weston, bondoso e amável. Entretanto ela crê que ele possui afeição por uma de suas belas púpilas, Rosalie Murray.
Gosto muito dos cenários que Agnes descreve, Para falar a verdade, um dos mais belos que já imaginei, as passagens em que descreve a natureza do lugar são belíssimas.
Foi um livro que li em apenas dois dias, mas que me encantou muito. Gostei de sua sutileza que esconde uma crítica muito válida. Adoro Agnes, e mesmo preferindo a selvagem e mimada Cathy e a força de espírito de Jane, ela me é muito querida.

PS: Ainda não li o outro livro de Anne, "A moradora de Wildfell Hall, mas já estou providenciando. Estou para assistir também a versão em minissérie que a BBC fez do livro, que conta com ninguém mais ninguém menos que Toby Stephens, meu Rochester preferido!

Beijos e boas leituras!